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Os 8 Odiados, novo filme de Tarantino, terá Trilha Composta por Ennio Morricone!



Tarantino tem o costume de utilizar musicas da trilha de outros filmes para os seus. Virou uma marca registrada do diretor, e isso é de longa data. Mas depois de tantos anos utilizando musicas de Ennio Morricone em seus filmes, Tarantino terá uma trilha composta pelo próprio!


O Proximo filme do diretor, Os 8 Odiados terá uma trilha composta por Morricone, que para as almas que viveram presas em um casulo na africa de outra galaxia (exagerei, sei) é o compositor de clássicos do cinema como A Trilogia dos Dolares e Era um vez no Oeste (todos de Sergio Leone). Tudo isso foi revelado no painel do diretor na SDCC 2015.

Alem disso, Tarantino filmou o longa em 70mm, forçando os cinemas a exibirem ele em formato histórico e apresentou um vídeo exclusivo para a SDCC com detalhes dos personagens e cenas exclusivas. 

Pra fechar, confira o novo poster do filme:

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E Quando a Curiosidade é mais forte que a falta de renda, o rapaizão resolve comprar esse lindo Box! Mas ele não serviu apenas para mostrar a ele este filmes peculiares: Serviu para a criação de uma nova série de videos, desta vez especializada em DVD's e BLURAY's. Confira:


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Encontros e Desencontros - Por Vinícius

* Nosso antigo autor Vinicius, que está desaparecido (e eu não estou brincando), escreveu um artigo sobre o filme Encontros e Desencontros de Sofia Coppola (que não é menos do que sensacional de linda) que até então não foi publicado. Achei legal a idéia de publica-lo agora, e caso alguem tenha noticias do Vinicios, por favor, entre em contato pelos comentários (e não estou brincando ²)

Encontros e Desencontros

Eu não sei, mas deve haver algo mágico cercando o nome "Coppola". Pois se o papai foi capaz de fazer uns épicos por ai (só a maior trilogia de todos os tempos, juntada com o maior filme de guerra de todos), a filhota conseguiu não só uma carreira firme, mas também realizou um dos trabalhos mais sensíveis, lindos e encantadores da última década: Encontros e Desencontros. 

Bob Harris (Bill Murray) e Charlotte (Scarlett Johansson) são dois americanos em Tóquio. Bob é um decadente astro de cinema que está na cidade para filmar um comercial de uísque. E a bela Charlotte acompanha o marido, John, um fotógrafo viciado em trabalho. Ambos estão no mesmo hotel, até que um dia se conhecem e começam a se encontrar cada vez mais, formando um grande laço.

O que muitos parecem confundir, porém, é achar que a obra de Sofia é um romance convencional, vendo apenas a superfície, praticamente ignorando todos os elementos para a construção de atmosfera que certamente fazem a diferença em relação a interpretação de todo o turbilhão de sentimentos colocados em tela. Encontros e Desencontros é um filme de nuances. 

O ritmo é pausado, as situações são desenvolvidas com cuidado, com a Coppola fazendo um excelente uso da trilha sonora (algumas vezes chega até a arrepiar), praticamente um atestado de seu amor pelos próprios personagens. Mas, apesar de Encontros ser um filme tão delicioso e equilibrado de ver, o clima é predominantemente de solidão - é uma obra sobre conexão (e ela entende isso e faz um essencial uso do silêncio).
O silêncio predomina. A garota que procura algum sentido carrega sempre um cigarro (ícone principal dos antigos personagens existencialistas melancólicos), e somos jogados direto na alma da personagem (interpretada de forma extremamente sútil por Scarlett - que está maravilhosamente encantadora como sempre), tal como na simples decisão de filma-la, solitária, encarando a cidade através da janela, com o vidro tão frágil que mal conseguimos enxerga-lo, numa triste tentativa de se conectar (é um filme ambientado no Japão, mas é incrivelmente universal) 
Pois os personagens acabaram de sair do seu estado comum (o homem, da família, a garota, da faculdade) e estão indefesos e com medo, praticamente sendo engolidos por aquele mundo caótico, lotado de pessoas e luzes (lindo, embora extremamente opressor - é quando nos damos conta de somos apenas 1 em 7 bilhões), onde ninguém parece falar a mesma língua, ninguém os entende (o cara falando pelo telefone com família, enquanto ele fala de saúde sua esposa fala do carpete) até que encontram alguém igualmente melancólico e perdido (Bill Murray num papel tipicamente murrayano - uma espécie de Bogart mais depressivo e anti-social) onde podem ficar juntos, não mais isolados, apenas na companhia um do outro e silenciosos, sem precisar dividir nada, nem mesmo com o espectador (não conseguimos ouvir o que ele sussurra para ela no final - o que demonstra a segurança de Coppola em sua história). Depois de tanta angustia, eles finalmente se conectam, talvez não com o mundo, mas com algo muito maior, tal como eles mereciam, tal como nós queríamos. 

Coppolinha, sua linda!

Amnésia (Memento, 2000)

Só pra Constar

O Cinema não tem apenas a função de divertir (seja fazendo rir, chorar ou até ter medo), mas também de desafiar o seu telespectador. E esse desafio é cada vez mais deixado de lado, pois infelizmente muitos cineastas acabam subestimando a nossa capacidade de pensar. Mas, de vez em quando, alguem resolve fazer exatamente o oposto. E foi exatamente isso que Christopher Nolan (que nos presenteou com grandes os filmes da trilogia Batman) fez com o filme Amnesia (Memento, 2000), que nos coloca na desconfortável situação de Leonard (Guy Pearce), um homem que busca vingança pela morte da esposa, e que, devido a um ataque sofrido em sua cabeça, não consegue se recordar de nada recente a cada 15 minutos. 

O Grande diferencial do filme é a sua narrativa reversa. Em vez de uma sequência linear, o filme começa de trás para a frente, fazendo com que quem o assiste se pergunte: "O que veio antes disso?". Alias, perguntas é o que não faltam nesse longa, tanto pelo filme, tanto por nós. Nolan usa essa técnica para nos colocar na situação de Leonard, afinal, quem se esquece de fatos recentes, nunca tem certeza do que está a fazer, e sempre se pergunta do que veio antes. Nos colocando diretamente no final da história, também somos levados a nos perguntar isso.

De maneira séria, mas em certas situações cômica (como quando o personagem percebe que estão correndo contra um homem armado, e se pergunta: "Eu estou perseguindo ele ou ele está me perseguindo?"), Nolan transforma uma história trágica e simples em um grande exercício mental. Não é precisa ser um gênio para entender o filme, mas saiba que diferente de um filme de ação simples, você deverá fazer um quebra cabeça em seu pensamento.

Termino esse artigo relembrando a cena em que Leonard vê sua esposa lendo um livro que já leu, e a pergunta: 

- "Por que está lendo esse livro de novo? Você já não o leu?"

- "Porque eu gosto de le-lo. Simplismente o leio"

- "Mas a graça de ler um livro não é justamente saber o que vem depois?".

Fazendo um paralelo, Nolan nos diz com esse filme que as vezes, a graça tambem está em saber o que aconteceu antes.

The Warriors - Selvagens da Noite (1979)


É inegável que os anos 70 foram fundamentais para moldar os filmes Blockbusters nos cinemas. Spielberg lança Tubarão (1975), considerado o primeiro "arrasa quarteirão", e George Lucas mete o pé na porta com Star Wars (1977). No finalzinho dessa década, mais precisamente em 1979, foi lançado um filme cujo o tema eram brigas de gangues na madrugada sombria de Nova York. Foi lançado The Warriors - Os Selvagens da Noite, dirigido por Walter Hill (Ruas de Fogo, entre outros...).

O filme se passa em uma versão alternativa de NY em 1979. A cidade está tomada pelas gangues de rua que guerreiam entre si e contra a polícia. Cyrus, o líder da maior gangue da cidade, os Gramercy Riffs, declara uma trégua e convoca uma reunião geral no Bronx com a intenção de unir todas as gangues para a dominação total da cidade. No entanto, ele é assassinado por Luther, líder dos Rogues. Para se salvar, Luther acusa os Warriors, gangue de Coney Island, pelo  assassinato. A Partir disso, os Warriors, liderados por Cisne (sim, o nome do cara é esse) tem de escapar e sobreviver a todas as gangues, enquanto tentam voltar para casa.

É Impressionante o quanto o filme se demonstra divertido e com um ritmo extremamente atual. Para buscar um exemplo conhecido por todos, ele é com o De Volta para o Futuro (1985). Muitos anos se passaram, mas esses filmes continuam com seus ritmos atuais, justamente pela "pressa" que seus personagens principais tem em seguir seus destinos. É claro que deve-se ter uma grande suspensão de descrença ao se deparar com personagens como Baseball Furies...



O Visual sujo e decadente é maravilhoso. Quem assistiu Rocky - Um Lutador (1976) pode muito bem fazer a comparação (EUA estava se recuperando, se reconstruindo e blá blá blá). Tudo é quase como quadrinesco para nossos olhos. A Trilha, cenas de ação e acontecimentos não devem ser levados a sério, e sim, considerados como algo da época em que o longa foi lançado. Mas tambem acho besteira, pois como já citei, demonstra ter mais ritmo do que muitos filmes atuais por ai. Praticamente iniciou o estilo de filmes de ação dos anos 80.



Muitos de vocês podem pensar que estou exagerando, mas "Selvagens da Noite" (subtitulo que muitas vezes ignoro) entrou para minha lista de filmes favoritos. Por que? É quase como se sentir uma criança, ou apenas um adolescente sem muitas ambições, vendo algo tão divertido, cartunesco e cult nos dias de hoje.